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sapocris

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29
Dez23

Quando Tudo se Desmorona

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Vencedor do Man Booker International Prize 2007

 

Esta é a história de Okonkwo, um guerreiro afamado em nove aldeias dos Ibo, na Nigéria, entre o final do século XIX e o início do século XX. Okonkwo vive no seio do clã de Umuofi a com as suas três mulheres e os seus fi lhos, empenhado em conquistar o título mais nobre do seu povo. A sua vida é marcada pelo medo de falhar, pelo orgulho que sente nas suas tradições e pela enorme ambição de demonstrar à aldeia que é um dos seus filhos mais ilustres.
Chinua Achebe retrata neste romance um poderoso povo de guerreiros, leal aos seus costumes e aos seus mitos, mas com características sociais muito avançadas. Os eventos que aí se sucedem recordam a chegada dos primeiros missionários britânicos com o intuito de "pacificar" a região: os massacres descritos nestas páginas assemelham-se aos perpetrados pelos próprios ingleses naquela época.
Este romance faz parte do currículo oficial em escolas africanas e em países anglo-saxónicos, por ser visto como o arquétipo da literatura moderna africana. Foi um dos primeiros romances africanos escrito em língua inglesa a ser aclamado mundialmente.
Quando Tudo se Desmorona foi publicado em 1958, está traduzido para mais de 50 línguas e é considerado por muitos como o melhor romance alguma vez escrito. O escritor, sobre quem Nelson Mandela disse "na sua companhia os muros da prisão caíam," foi distinguido com o Man Booker International Prize em 2007 pela sua carreira literária e por diversas vezes terá sido apontado como um candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Chinua Achebe

Chinua Achebe, nascido em 1930, foi educado no seio de uma família cristã evangélica na grande vila de Ogidi, um dos primeiros centros de trabalho missionário anglicano em Igboland, no Leste da Nigéria. Depois de estudar Medicina e Literatura na Universidade de Ibadan, foi trabalhar para a Companhia de Radiodifusão Nigeriana, em Lagos. A sua carreira na rádio terminou de forma abrupta em 1966 ao abandonar o cargo de Director de Radiodifusão Externa durante a sublevação nacional e os massacres que conduziram à guerra do Biafra. Escapara por um triz ao confronto com soldados armados que aparentemente acreditavam que o seu romance Um Homem Popular o implicava no primeiro golpe militar na Nigéria.
A carreira de Achebe como académico universitário começou em 1967 ao ser nomeado Senior Research Fellow da Universidade da Nigéria. Tornou-se Professor Emérito em 1985. Entre as universidades onde leccionou contam-se a Universidade do Massachussetts e a Universidade do Connecticut. Achebe tem recebido inúmeras distinções de diferentes partes do mundo, incluindo mais de vinte doutoramentos honorários de universidades na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos da América, no Canadá e na Nigéria. Em 1987 recebeu o mais importante galardão nigeriano que premeia o trabalho intelectual, o Prémio de Mérito Nacional Nigeriano.
Achebe é autor de muitos romances, contos, ensaios e livros infantis. Quando Tudo se Desmorona, o seu primeiro romance, foi publicado em 1958. Já vendeu mais de oito milhões de cópias e foi traduzido para pelo menos 45 línguas. Seguiu-se-lhe No Longer At Ease (1960), A Flecha de Deus (1964), que arrecadou o primeiro New Statesman Jock Campbell Prize, e Um Homem Popular (1966). Anthills of the Savannah foi seleccionado para o Booker McConnell Prize em 1987. Beware Soul Brother, um livro de poesia, recebeu o Commonwealth Poetry Prize em 1972.
Chinua Achebe vive nos Estados Unidos e ensina no Bard College. É casado e tem quatro filhos.

 

 

29
Dez23

Revolução

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Um disparo perfura a noite na serra de Sintra, durante um jantar da família Storm, e a matriarca sabe que perdeu um dos três filhos.

O epicentro do colapso tem origem muitos anos antes, entre o fim da ditadura e os primeiros tempos da revolução. Maria Luísa, a filha mais velha, opositora clandestina do regime, é perseguida pela PIDE. Frederico, o filho mais novo, está obcecado em perder a virgindade antes de ser mobilizado para a guerra colonial. E Pureza, a filha do meio, vê os seus sonhos de uma perfeita família tradicional despedaçados pelo processo revolucionário em curso.

Revolução acompanha a família Storm, do desmoronar do império ao despertar da democracia, ao longo dos rocambolescos, violentos e excessivos meses do PREC, quando a esperança e o medo dividem os portugueses e muitos acreditam que o país está a um triz da guerra civil.

Um romance tragicómico sobre a liberdade e as relações familiares, num período único de transformação, na História de Portugal, em que o caráter e o radicalismo medem forças, separando os filhos dos pais, colocando irmãos em lados opostos da barricada, criando terroristas fanáticos e heróis improváveis.
 
Hugo Gonçalves
 
Hugo Gonçalves (1976) é autor de vários romances, entre eles Filho da Mãe, finalista dos prémios PEN Clube e Fernando Namora, e Deus Pátria Família. Coautor e guionista das séries televisivas País Irmão e Até que a vida nos separe, foi correspondente de diversas publicações portuguesas em Nova Iorque, Madrid e Rio de Janeiro, cidade onde trabalhou como editor literário. Jornalista premiado, colaborou com: ExpressoVisãoJornal de NotíciasDiário EconómicoSábado. No Diário de Notícias, assinou as crónicas Postais dos Trópicos e Máquina de escrever. É um dos criadores do podcast Sem barbas na língua.
11
Dez23

Onde Crescem os Limoeiros

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Uma história de amor e perda.

Um país em plena revolução. Quanto estamos dispostos a pagar por aquilo em que acreditamos?

Quando os gritos pela liberdade se começam a ouvir na Síria, Salama está a estudar Farmácia. Por esses dias, ainda tem consigo os pais e o irmão mais velho, e há até um rapaz com quem se irá encontrar para falar de casamento.

Porém, de repente, a guerra civil instala-se no país e Salama vê-se no meio de um hospital onde cada vez mais pessoas chegam a precisar de ajuda. Agora voluntária, a jovem de 18 anos sente que o seu coração está como Homs, a cidade onde nasceu: destruído. Os pais e o irmão morreram. Só lhe resta Layla, a sua cunhada grávida, que quer tanto proteger.

Sair do país parece ser a solução, mas Salama está tão ligada àquelas pessoas, à sua terra, onde, mais do que uma guerra, acontece uma revolução pela qual é preciso - e vale a pena - lutar. E Kenan, o rapaz de 19 anos que acaba de ali chegar, com os sonhos desfeitos e disposto a mostrar ao mundo o que se passa, pode ser mais uma grande razão para ­ficar. Porque a esperança é como os limoeiros em Homs: há-os em cada casa, em flor, e por mais que os tentem destruir, continuarão sempre a crescer.
 
ZOULFA KATOUH
 
Zoulfa Katouh nasceu no Canadá, tem ascendência síria e vive na Suíça. Atualmente a concluir um mestrado em Ciências Farmacêuticas, a autora encontra inspiração no Studio Ghibli, nas montanhas, nos lagos e nas estrelas que a rodeiam. Gosta de falar consigo mesma enquanto caminha pela floresta, de beber café gelado, de fazer biscoitos e bolos e de dizer a todos os que a queiram ouvir que os BTS são pioneiros. Um dos seus sonhos é conseguir que Kim Nam-joon leia um dos seus livros. Onde Crescem os Limoeiros é o seu aclamado romance de estreia. Mais sobre a autora em: zoulfakatouh.com
 
11
Dez23

Um Mundo Imenso

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Os sentidos dos animais revelam os reinos ocultos que nos rodeiam

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SINOPSE
 

Encontramos escaravelhos que são atraídos por incêndios, tartarugas que podem seguir os campos magnéticos da Terra, peixes que enchem os rios com mensagens elétricas e seres humanos que dominam o sonar como morcegos. Descobrimos que o focinho escamoso de um crocodilo é tão sensível como as pontas dos dedos de um amante, que os olhos de uma lula gigante evoluíram para ver o brilho dos cachalotes, que as plantas vibram com os cantos inaudíveis de escaravelhos a fazer a corte e que até as simples vieiras têm uma visão complexa. Aprendemos o que as abelhas veem nas flores, o que as aves canoras ouvem nos seus cantos e o que os cães cheiram na rua. Ouvimos as histórias de descobertas fundamentais no campo, enquanto olhamos em frente para os muitos mistérios que continuam por resolver.

O prestigiado divulgador científico Ed Yong conduz-nos para além dos limites dos nossos sentidos. Porque, para compreendermos o nosso mundo, não precisamos de viajar para outros locais: precisamos de ver com outros olhos.

Ed Yong é um divulgador científico reputado que pertence ao quadro do Atlantic, tendo sido galardoado com o Prémio Pulitzer de reportagem pela sua cobertura da pandemia da COVID-19, e o George Polk Award para jornalismo científico. Recebeu ainda o Byron H. Waksman Award for Excellence in the Public Communication of Life Sciences (2016), o Michael E. DeBakey Journalism Award (2016), o National Academies Keck Science Communication Award (2010). O seu trabalho como divulgador foi também distinguido com o Association of British Science Writers for Best Science Blog (2014) e o Best Communication of Science in a Non-Science Context (2012). O primeiro livro de Ed Yong, Nós, os Micróbios e Uma Visão Alargada da Vida, igualmente publicado pela Temas e Debates, sobre as parcerias fantásticas entre micróbios e animais, foi nomeado para o Royal Society Science Book Prize e o Wellcome Book Prize. Foi um bestseller do New York Times. Os seus trabalhos têm sido publicados em New YorkerNational GeographicWiredNew York TimesNatureNew ScientistScientific American e outros. A sua palestra TED de 2014, sobre os seus parasitas favoritos, teve 1,4 milhões de visualizações.

 

 

29
Nov23

As Primas

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A obra-prima de uma escritora catapultada para a fama literária mundial aos 85 anos. A história de uma família em que as mulheres procuram fugir à norma, com ecos de Lucia Berlin, Shirley Jackson e Carson McCullers.

Na cidade argentina de La Plata, nos anos de 1940, conhecemos Yuna e Petra, duas primas que pertencem à mesma família disfuncional, precária e destinada à desgraça. Pela voz de Yuna, vemos um universo tortuoso de mulheres abandonadas à sua sorte, a braços com a pobreza, a deficiência, o delírio fantasmagórico e a pressão social.

Para se evadir do cerco das histórias de ameaças, violações e homicídios, Yuna recorre à sua imaginação artística: a cada episódio de violência, pinta uma nova tela. Vendo na arte uma fuga ao estropiamento familiar, Yuna lança sobre o seu mundo um olhar selvático — ora cândido e perspicaz, ora violento e ensimesmado — e protagoniza uma história que desafia todas as convenções literárias.

Aurora Venturini poderia ser uma das peculiares personagens dos seus romances, já que o seu percurso ficou marcado pelo fait-divers de ter vencido um concurso literário para novos talentos quando já tinha escrito dezenas de livros e se aproximava do fim da vida.

Entre o romance de formação, a delirante autobiografia, o divertimento literário e a radiografia de uma época, As Primas é uma obra que celebra, ao mesmo tempo, as dimensões universal e privada da literatura, revelando a desconcertante originalidade de uma autora que ousa colocar perguntas quase sempre cuidadosamente mantidas em silêncio.

 

Aurora Venturini

Aurora Venturini nasceu em La Plata, Argentina, em 1921. Foi escritora, tradutora e professora.
Licenciou-se em Filosofia e Ciências da Educação.
Trabalhou no Instituto de Psicología y Reeducación del Menor, onde se tornou amiga íntima de Eva Perón.
Em 1948, recebeu das mãos de Jorge Luis Borges o Prémio Iniciación, pelo livro de poesia El solitario.
Exilou-se em Paris após o golpe de Estado de 1955, e viveu nesta cidade cerca de vinte e cinco anos, privando com figuras como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Eugène Ionesco, Juliette Gréco e Albert Camus.
Traduziu e escreveu sobre poetas franceses como Lautréamont e Rimbaud.
Garantia não saber estrelar um ovo nem limpar a casa, mas escrevia diariamente, sempre à máquina ou à mão, pois desconfiava de computadores. É autora de mais de trinta livros, embora só no final da vida lhe tenha sido reconhecido um incontornável talento literário.
Morreu em Buenos Aires em 2015.

29
Nov23

As Cinco Mães de Serafim

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O que é uma família?

Foz do Douro, 1923. Nasce Maria Virgínia Landim da Silva, em casa imponente da alta burguesia. Demonstra desde criança uma personalidade vincada, a firmeza de um propósito, um sentido de missão.
Foz do Douro, 2023. O maestro Miguel Serafim, filho de Maria Virgínia, aguarda com ansiedade o reencontro com um amigo de adolescência que não vê há décadas. Abraçam-se, emocionados. Têm de preparar a celebração de um aniversário muito especial. E assim começamos a percorrer uma história que se estende por um século.

Há paixões, fé e mentiras, numa galeria de personagens inesquecíveis. Juras e traições. Segredos tão fundos e inconfessáveis que nos fazem regressar constantemente à pergunta: o que é uma família?

Em múltiplos cruzamentos entre o Porto, o Minho, a Galiza e Trás-os-Montes, o romance viaja entre o nevoeiro de um passado doloroso e a força terna da união de três amigos de infância.

Talvez a amizade seja um outro nome para família.
Talvez a amizade seja um outro nome do amor.
 

RODRIGO GUEDES DE CARVALHO

Rodrigo Guedes de Carvalho nasceu em 1963, no Porto.
Recebeu o Prémio Especial do Júri do Festival Internacional FIGRA, em França, com uma Grande Reportagem sobre urgências hospitalares (1997).
Estreou-se na ficção com o romance Daqui a nada (1992), vencedor do Prémio Jovens Talentos da ONU. Seguiram-se-lhe A Casa Quieta (2005), Mulher em Branco (2006), Canário (2007), O Pianista de Hotel (2017) – Prémio Autores SPA Melhor Livro de Ficção Narrativa 2018 –, Jogos de Raiva (2018) e Margarida Espantada (2020).
Elogiado pela crítica, foi considerado uma das vozes mais importantes da nova literatura portuguesa.
É ainda autor dos argumentos cinematográficos de Coisa Ruim (2006) e Entre os Dedos (2009), e da peça de teatro Os pés no arame (estreada em 2002, com nova encenação em 2016).
As Cinco Mães de Serafim é o seu mais recente romance.

20
Jun23

Balada para Sophie

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Balada para Sophie

de Filipe Melo e Juan Cavia 

A vida de Julien Dubois, pianista de sucesso, confunde-se com a história da Europa do século XX. Desencantado e misantropo, vive a reforma numa velha mansão, com um gato e uma governanta por companhia.

Um dia, é visitado por uma jovem jornalista que o incita a contar a sua verdadeira história. Nas paredes da casa, saturadas de fumo de cigarro e de velhas memórias, ressoa a confissão de uma vida feita de rivalidade, desamor e arrependimento.

Balada para Sophie é uma deslumbrante novela gráfica de uma das duplas mais consagradas da Banda Desenhada em Portugal.

 

« Vindos da música e do cinema, Filipe Melo e Juan Cavia acabaram com a ideia de que a BD é um negócio arriscado em Portugal. Balada para Sophie tem o fôlego de um romance e música lá dentro.»
Sara Figueiredo Costa - Expresso

«Balada para Sophie é a mais ambiciosa e bela criação da dupla composta pelo argumentista português e o desenhador argentino. A história de um pianista que luta contra o pior dos vilões: ele próprio.»
Gonçalo Frota - Público

« A novela gráfica de Filipe Melo e Juan Cavia é uma história de redenção e de amor pela música.»
Hugo Torres - Time Out

 

FILIPE MELO E JUAN CAVIA

 

Filipe Melo é músico, realizador de cinema e autor de banda desenhada.

Desenvolveu desde cedo uma paixão pelo piano e pela improvisação.

Estudou no Hot Clube de Portugal e, mais tarde, no Berklee College of Music, em Boston.

Depois de muitos anos como pianista, tornou-se também compositor e orquestrador.

Actualmente, ensina na Escola Superior de Música, em Lisboa.

Na área do cinema, foi o criador de vários projectos de culto: I’ll See You in My Dreams, curta-metragem vencedora do Fantasporto, Um Mundo Catita e Sleepwalk, curta vencedora do Prémio Sophia da Academia Portuguesa de Cinema.

Nos EUA, escreve para a lendária antologia Dark Horse Presents, ao lado de nomes como Frank Miller e Mike Mignola.

Em 2019, recebeu o troféu de honra do festival Amadora BD.

Colabora com Juan Cavia há mais de uma década, e a dupla tem já vários livros publicados, em Portugal e no estrangeiro.

Juan Cavia trabalha como director de arte e ilustrador desde 2004.

Estudou cinema e, em paralelo, desenvolveu conhecimentos de ilustração e pintura, disciplinas que treinou desde tenra idade com o seu mentor, o ilustrador argentino Carlos Pedrazzini.

Aos 21 anos iniciou uma carreira como director de arte.

Desde então, fez publicidade, TV, videoclipes, teatro e nove longas-metragens, entre as quais se destaca O Segredo dos Seus Olhos, de J. Campanella (vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2010).

Colabora com Filipe Melo há mais de uma década, e a dupla tem já vários livros publicados, em Portugal e no estrangeiro.

https://open.spotify.com/intl-pt/track/7nosafeVLrX6aJKcUqTsL4?si=45f5bf2808da45f8

15
Jun23

As Velas Ardem Até ao Fim

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Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
 
 
Sándor Márai
 
Nasceu em 1900, em Kassa, uma pequena cidade húngara que hoje pertence à Eslováquia. Passou um período de exílio voluntário na Alemanha e na França durante o regime de Horthy, nos anos 20, até que abandonou definitivamente o seu país em 1948, com a chegada do regime comunista, tendo emigrado para os Estados Unidos.
A subsequente proibição da sua obra na Hungria fez cair no esquecimento quem nesse momento era considerado um dos escritores mais importantes da literatura centro-europeia. Foi preciso esperar várias décadas, até à queda do regime comunista, para que este extraordinário escritor fosse redescoberto no seu país e no mundo inteiro. Sándor Márai suicidou-se em 1989, em San Diego, na Califórnia, poucos meses antes da queda do muro de Berlim.
As Publicações Dom Quixote orgulham-se de ter publicado os seus romances As Velas Ardem até ao FimA Herança de EszterA Mulher CertaRebeldes e Divorcio em Buda.
15
Jun23

As Velas Ardem Até ao Fim

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Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
 
 
Sándor Márai
 
Nasceu em 1900, em Kassa, uma pequena cidade húngara que hoje pertence à Eslováquia. Passou um período de exílio voluntário na Alemanha e na França durante o regime de Horthy, nos anos 20, até que abandonou definitivamente o seu país em 1948, com a chegada do regime comunista, tendo emigrado para os Estados Unidos.
A subsequente proibição da sua obra na Hungria fez cair no esquecimento quem nesse momento era considerado um dos escritores mais importantes da literatura centro-europeia. Foi preciso esperar várias décadas, até à queda do regime comunista, para que este extraordinário escritor fosse redescoberto no seu país e no mundo inteiro. Sándor Márai suicidou-se em 1989, em San Diego, na Califórnia, poucos meses antes da queda do muro de Berlim.
As Publicações Dom Quixote orgulham-se de ter publicado os seus romances As Velas Ardem até ao FimA Herança de EszterA Mulher CertaRebeldes e Divorcio em Buda.
27
Set22

Como Se Fôssemos Vilões

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Éramos sete nessa altura, sete almas fulgurantes com futuros prodigiosos à nossa frente. Estávamos sempre rodeados por livros e palavras e poesia, todas as paixões ferozes do mundo…

Oliver Marks era um jovem ator a estudar Shakespeare numa escola de artes de elite, um sítio mágico, isolado e elegante onde o calor ainda provinha da lareira e as palavras se guardavam entre capas de couro. Oliver cedo reparou no quanto os seus colegas se assemelhavam na vida real aos papéis que assumiam em palco - o vilão, o herói, o tirano, a sedutora.

Ele, porém, parecia condenado a representar personagens secundários. Mas quando os professores decidiram agitar as águas e trocar a ordem pré-estabelecida, a rivalidade amigável depressa deu lugar a sentimentos mais mesquinhos, e a ação ultrapassou a esfera do teatro… para culminar numa trágica morte em plena noite de estreia.

Dez anos passaram, e Oliver acaba de cumprir pena de prisão pelo assassinato de um dos seus melhores amigos. À sua espera está o homem responsável pela sua detenção, que não desiste de saber o que realmente aconteceu. Pois algo naquela história não bate certo… Estará Oliver finalmente preparado para contar e verdade?

Romance de estreia de M. L. Rio, este thriller psicológico foi considerado um dos Melhores do Ano pela revista Bustle. Carta de amor a Shakespeare, perturbante intriga de traição, loucura e obsessão, Como se Fôssemos Vilões explora a ténue linha que separa a vida da arte.

 

M. L. Rio

 

M. L. Rio é escritora, mas antes disso foi atriz, e antes ainda era um rato de biblioteca, sempre agarrada aos livros. Tem um mestrado em Estudos de Shakespeare, pelo King’s College, em Londres. Neste momento encontra-se a tirar o doutoramento em Literatura Inglesa Moderna na Universidade de Maryland. Vive em Washington D. C., e faz-se acompanhar frequentemente pelo seu rafeiro, Marlowe. Como Se Fôssemos Vilões é o seu romance de estreia.

 

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